segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Eu Me Preocupo
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Minhas Perdas, Minhas Canseiras
Perdi a paixão que me movia
Em direção do que eu sonhava conquistar
Perdi minha crença
Perdi e todo dia perco um pouco mais de mim
Se eu dormisse e não acordasse
Talvez me seria um alivio profundo]
Da alma, do espírito, do corpo e da mente
Que já se cansou de esperar
Que já se cansou de chorar
Que já se cansou de tanto se cansar
Não encontro respostas
Já não sinto saudades
Já não consigo chorar
Triste e seco por dentro
Mas, isso não transparece,
Afinal, o mundo não gosta de gente "fraca"
Muitas vezes faço pose de forte
Quando me sinto tão enfraquecido a ponto de cair
Mas ninguém precisa saber
Ninguém além de mim é claro
Por Fábio Gomes – 17/12/08 – 21:43
Quem é a Fé?
A loucura dos loucos
O vicio do viciado
Ou simplesmente a crença cega em algo que se espera?
Quem a tem que a guarde
Quem não a tem talvez a busque
Quem já teve e perdeu
Talvez jamais volte a ter...
Por Fábio Gomes – 16/12/08 – 23:24
Inocência Perdida
Porque senão, serás como eu
Apenas mais um
Um anjo sem asa
Um anjo caído triste com a tristeza que sente
Sendo esta a sua razão
Talvez, sua única razão
Acreditar na justiça, difícil!
Já fui tão injustiçado!
Pode parecer "meloso" assim escrever
Mas as coisas que trato aqui são a mais pura das verdade
Mas existe quem me julgue
Dizendo que sou fraco
Não sei se sou!
Não sei sequer se um dia forte fui
Em meio a tanta confusão
Me perdi na ansiedade de me encontrar
Buscando algo bem maior do que eu
Que de tão grande,
Não pude e não posso entender
Já nem sei se quero
Que diferença faz?
Sou pequeno demais,
Fraco demais
Pergunto demais
Penso demais
Este aí um dos meus maiores erros
Serei eu capaz de acertar?
Perdi a inocência em meio a malicia
Se souber onde a encontro outra vez
Me avise...
De meu endereço a ela
Meu telefone, meu email...
Sou apenas tudo isso...
Que de fato nada é...
Buscando respostas a perguntas que não se pode responder
E para outras que eu não quero ouvir...
Fábio Gomes - 16/12/08 – 23:39
sábado, 29 de novembro de 2008
Acertando Contas com o Passado
Meu coração eu vim buscar
Na mesma praça, no mesmo banco onde eu o deixei
Lembro-me daquele dia, domingo à tarde
Neste mesmo banco nos sentamos
Eu chorei, julguei errado viver
Viver os sentimentos que sentia
Quero me redimir comigo mesmo
Quero pedir perdão e me perdoar
Meu gesto louco atirou no lixo meu coração
Deixei a que a razão fosse meu guia
Talvez não fosse muito longe
Você aconteceu em minha vida
Hoje vejo: Estava mesmo gostando de você
Fiz loucuras, te beijei no meio da rua
Tuas atitudes tão loucas
Encantaram-me, chamaram a minha atenção!
Talvez seja por isso que de você eu gostei
Já vai fazer dois anos
Não era pra menos, estava sem coração
Só agora notei o erro que cometi
Hoje eu acordei do pesadelo que foi viver assim
E quando me dei por mim
Aqui estava na mesma praça, onde terminei
Lembro-me das minhas lágrimas
Lembro-me da dor que sentia em meu peito
Estava permitindo a você partir
Por quase dois anos sofro
Arranquei meu coração para não permitir de você gostar
Eu e meus valores sem valor algum até aqui me trouxeram
Estou nessa praça como tenho vivido estes dois últimos anos: Só!
Fiz escolhas erradas, por estas tais sofri!
Mas estou aqui para me redimir com o passado
Acertar os ponteiros, corrigir minhas escolhas e partir
Partir ao novo e desconhecido
Partir projetando o futuro
Em breve quero partir daqui dessa cidade, quero pago tudo deixar
Me pego a lembrar de fatos tristes
Que me marcaram nesta cidade
Os xingamentos, ainda posso ouvir
Tempo triste! Tempo triste!
Fico a lembrar do tanto que não gostava da escola
Por causa de tudo isso
Mesmo assim, meu passado quero perdoar
Quero perdoar a mim mesmo
Quero zerar e recomeçar a minha história, sim eu quero.
Levanto-me desse banco acreditando que hoje fiz a escolha certa
Escolhi a vida
Escolhi viver
Perdão passado! Bem vindo futuro meu!
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
o Mal que nos Move
As coisas mudam e vão continuar
A mudança não para
O tempo não deixa de rolar
Existem dores que doem muito mais com o tempo
Existem dores que já não doem mais
Porque tempo as curou
Existem sonhos que já não se sonham mais
Existem palavras que já não dizemos e faz tanto tempo
Nem sempre há razão
Nem sempre há expressão
Nem sempre há porque acreditar
Nem sempre podemos dizer o que pensamos
Já não há dores, mas sim a experiência que me faz viver
Já não há lágrimas
Pois elas regaram o meu ser
Foi por isso que eu resisti e vivo permaneço
Para poder dizer tudo que eu digo
E há quem me critique sem saber
Ou por achar que sabe o que vai dizer
Sem logo perceber todos nós erramos em existir
Apenas homens, mundanos por dentro
Tentando podar o mal que nos faz caminhar
Dia-a-dia o mal que nos move
É a razão que nos faz querer superar
Superar nossas fraquezas
Superar nossas angustias
Superar nossas falhas
Superar a nós mesmos
Esse mal que nos mata
Nos faz viver a esperança de dias melhores
Nos faz acreditar que seremos melhor
Engano!
Serei melhor quando o mal não for o motivo do meu mover
Mas sim o bem,
Pelo qual eu luto... Sem perceber
Não nos movemos pelo bem, mas sim contra o mal
Que dentro de cada um de nós habita
Que dentro de nós faz sua morada
Que dentro de nós está
Mesmo dentro daqueles que dizem não!
Ali ele também está...
Por Fábio Gomes – 27/11/08 – 23:09
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
A Falência do Cristianismo
Cruz de vergonha e dor
Penso que imaginou
Que isto seria para o nosso bem
Entretanto, deixou de ser!
Uma vez que temos vivido
Disputas entre igrejas
Lutas por poder e quantidade do censo de fieis
Querem medir teu reino
Pelo tamanho de seus templos
Batem no peito
Com tanto fervor
Dizendo: Sou do Senhor!
Que senhor este?
Não conheço este tal!
Tão orgulhosos e tementes
Se põem em condição de julgar
Criticam a dor alheia
Sem se compadecer
Apontam dedos acusadores
Como se fossem superiores
Com suas Bíblia em mãos
Fazendo delas armas
E marchando passando por cima
De todo aquele que descordar
De seu ponto de vista, de sua opinião
Impõem e não conquistam
Mandam, mas não pedem!
Falam, não ouvem
Julgam e quase nunca
De compaixão são movidos
Matam com palavras
E dizem que não são assassinos!
E nem assim pedem perdão!
Atiram pedras na prostituta
Esquecem-se de Maria Madalena
Apontam o travesti
Criticam o homossexual
Sem compaixão alguma
Tudo que está fora de seu padrão
Não é bom, precisa partir
Partir pra um lugar longe daqui
Talvez o inferno
Melhor lugar
Pra gente assim "pecadoras" demais!
Pedem respeito,
Mas não dão
Falam o quem pensam, a sua maneira ofendem
Mas dizem: No que te ofendi!
Queres ser meu amigo?
Cale-te então!
Não diga o que pensas
Mas escute a mim
Sou razão,
Tenho a Bíblia na mão
Senão me ouvir
Como arma a usarei matando o que julgo ser mal
Dizem respeitar
Com respeito
Desrespeitoso
Que mentira é essa?
Nas entrelinhas nos dizem insanidades
Do tipo: fraco és!
Quando indagados são
Me dizes: Não disse isso não meu irmão!
Entendi mal o teu refrão? O que me dizes?
Não compreendo!
Pisei em teu calo?
Apelas?
Falo o que penso!
Creio que não goste!
Problema teu!
Cristão que é cristão
Ama, sem condição
Guarda pra si suas opiniões
As expressa quando pedidas são
Vivemos em mundo longe de Deus
Diz suas palavras
Sim, vivemos
Nas igrejas então... prefiro nem comentar
Não vou discutir isso
Seria em vão!
Você já tem seus conceitos formados
Vejo as coisas da maneira que me ocorrem
E não com sua visão teórica limitada
Bela até então
Discordei de ti
Mostrou-me suas garras!
Que amizade é essa?
Não posso ter opinião!
Tem feito de sua Bíblia uma arma
E a carrega com emoção
Principalmente aos domingos
Dia da religião!
Hipócritas, fariseus!
Fedem, tanto!
O som de suas vozes ecoam
Como o trovão
Se fazer notar
Querem ser vistos, percebidos pelos seus "carrões e mansões"
Poder de Deus?
Viraram estrelas
Fazendo exigências
Senão atendidos são eis a Bíblia em mãos
Se escondem atrás dela, manipulam a verdade
Mentem com verdades
Dizem sim com o não
Isso não é ser cristão
Isso é ser ladrão
Falo mal sim!
Dos que querem ser exemplo
Quando não são!
Que diferença me fazes
Dizer que me amas?
Me odeie então!
Me feres com suas palavras!
Arde em mim minha a ira!
De suas falsas palavras...
Guarde pra ti todas elas então!
Pouco me importa o que pensas!
Dentro de ti também há
O desejo que reprimes para causar boa impressão
Se esconde atrás de sua religião
Mera imagem que cria para ser um "refúgio"
Para você é sim refugio
Para os outros, condenação
Por conveniência diz todas as coisas sobre teu crer
Mas me pergunto: E teu caráter ruim?
Todos sabem de você!
Ocultas e ocultas!
Mas sabemos bem quem tu és!
Teu passado, nem tão passado assim é!
Despertas o demônio que em ti habitas!
Nas profundezas de sua alma
Use a sua Bíblia e o faça correr!
Atire contra você, usando suas palavras que outrora eram contra mim
Prove do seu veneno!
Língua maldita!
Falas e falas sem saber o que padece o coração
Língua maldita!
Conheço você! Tua obra te precede
Tua voz me irrita
Seu tanto falar, seus "bla bla blas"
Enjoou-me de escutar
Fariseus! Calem-te!
Teu cristianismo de fachada
Já morreu! Não engana nem a ti
Imagina a mim
Teus templos não estão cheios
Não! Mas sim "inchados"
Gente e mais gente buscando o que não é de Deus
Querem coisas de valor em troca
Fazem de tudo pra ter!
Vendem os bens, para sacrifícios fazer
Sacrificam tanto que são logo mais sacrificados
Berram e gritam, sem saber o porque!
Quanto exagero cristão!
Crentices de um crentão!
Os crítico porque me criticas
Falo mal, porque a mim o mesmo faz
Senão gostas...
A mim tanto faz
Teu falso amor
A mim não importa jamais!
Falido nos moldes atuais
Sim, estás!
Penso com meus botões: Jesus, não foi pra isso que morrestes!
O império que impera
Não vem de ti e nem pra és!
Mentira no lugar da verdade
Odeio no lugar do amor
Falsidade no lugar da lealdade e fidelidade
Pra que me serve ser cristão assim?
Seguir teus conceitos, pagão?
Falas como cristão, pensas como cristão
E ages como um fariseu!
De que me vale ser igual a ti?!
Que exemplo é este teu?
Por favor, para ti guarde seus conceitos
E afasta de mim teu falso conceito cristão!
Prostitutas, Homossexuais, Travestis, Ladrões, assassinos,
Não são gente então?
A que me lembre igreja é lugar de gente não tão boa assim
Que procura abrigo e encontra desamor
Ao invés de compaixão!
Com suas Bíblias apontadas pro irmão
Cantam o cântico da condenação!
Sujos e imundos somos pra ti
Indignos e mentirosos
Podem assim nos chamar
Mas é certo prefiro ser assim
Do que viver como você
Escondendo a sujeito
Que habita em ti
No teu coração
Falido está o cristianismo meu irmão!
Por Fábio Gomes – 23/08/08 – 18:17
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Faz falta ser feliz...
Ou simplesmente por jamais terem provado dela
A quem diga tantas coisas sobre ser feliz
O que posso eu falar?
Acredito de todo o meu coração
Que padecemos de coisas tão simples
Que na altura de sua simplicidade
Tornaram-se grandes demais para tempos modernos
Tempos egoístas onde o valor está no que se tem
E não no que se é
Estes são tempos “invertidos”
Estes são tempos onde o próprio tempo
Se perde em meio à correria em que vivemos
24 horas já não mais parecem 24 horas
Parece que foi ontem,
Quando na realidade já fazem anos
Corremos e corremos numa direção
Que sequer sabemos onde nos levará
Falamos e falamos
Sem saber ao certo se é verdade tudo o que dizemos
Dizemos que amamos
Quando na realidade apenas gostamos
E nos esquecemos que existe uma grande diferença
Entre estes sentimentos
Confundimos
Por que estamos confusos
Confundidos
Esquecidos de nós mesmos
Padecendo de uma tristeza e solidão
Que nos coroe dia-a-dia
De uma forma tão lenta
Que não percebemos seu estrago em nossos corações
Quando, porém, olhamos
Já é tarde, tanto de nós se perdeu...
Os almoços de domingo com a família
“Que chatice”
Sair para tomar um “sorvete”
“Que bobagem”
Levar as crianças à praça
“Que canseira”
Sorrir ao ver uma árvore florida
“Estou de mau humor”
E quando se percebe
Se sente saudades
Daquilo que não se viveu
Do tempo que é hoje passado e perdido,
O tempo não para
O tempo não volta
O abraço negado
O sorriso não dado
A lagrima que não foi enxugada
Muitas vezes não se têm a segunda chance
Nem sempre se tem...
Vivemos tão apressadamente
Que nesta presa esquecemos
De que o aqui nos mantém
Esquecemos do mais importante
Esquecemos... Esquecemos de dar valor ao que se tem valor
Em nossa fraqueza tão humana
Padecendo de doenças que nós mesmos criamos
Quando vamos parar?
A busca por poder e riquezas
Nos leva ao abismo e diante disso
Dizemos que é para garantirmos nosso futuro
Que futuro teremos vivendo dessa maneira
Louca, desmedida, falsa, invertida?
Faz falta ser simples,
Faz falta ser feliz
Por Fábio Gomes – 12/11/08 – 18:49
Apenas Ser... Você
E que de repente as coisas não serão como se esperava
Que a mãe não terá o filho como sonhara
Que o pai, não será o pai de um filho comum
Ah! Como é estranho ser estranho!
Não estar dentro dos “padrões”, como é estranho certos olhares
Olhares recebidos daqueles que se julgam maiores e não o são
Hoje depois de algum tempo se percebe que apenas ser é bem melhor
Bem melhor do que tentar ser
Pesados fardos nos são impostos,
Pesadas cruzes colocam-se em nossos ombros
Não são meus ou teus, são fardos e cruzes alheias
Não a devemos tomar
Um dia bate a canseira do cansar
Cansar de ser apenas o que desejam que eu seja
Canseira que faz mais do que cansar
Que faz acovardar e viver como um morto
E enquanto morto desejar uma vida,
Vida que dizem que não se pode ter
Ah, morte vida morta
Eis a vida, eis os sentimentos
Eis aquilo que nos faz ser
Eis o que permitimos viver
Eis que diante de nós tudo está
Moldado, formatado, fechado
Os diferentes estranhos, vez aqui não tem
Os que pensam diferente, precisam morrer
Morrer todas as mortes possíveis
Morrer de lenta forma para que se aumente a sua dor
E para que se saiba ou que se pense que se sabe
Que não vale ser apenas você!
Molde-se aos moldes
Se torne mais um
Nada questione, não pense, são demônios em sua mente!
Este é o proceder de quem tentar ser...
Estão escolha apenas ser, ser apenas você!
Por Fábio Gomes – 13/10/08 – 02:06
Para Ser
Precisa fazer sentir aquele friozinho na barriga
Para ser verdadeiro
Precisa ser mágico
Para ser verdadeiro
Precisa ser fantástico
Fazer-me acordar de madrugada
Fazer-me suspirar ao lembrar
E ainda assim ser simples
Porque na simplicidade vive a felicidade
Que muitos procuram e não encontram
Exatamente por procurarem em lugares, coisas, objetos
E esta é a nossa realidade
Que já não nos lembramos mais o que é a felicidade...
Por Fábio Gomes – 10/11/08 – 14:07
Que Sentir é Esse
Uma ponta de insatisfação
Com outra ponta de tristeza
E uma pitada de raiva
Sinto-me tão capaz
Sinto-me tão competente
Ao olhar ao redor o que vejo?
Limitações!
Por todos os lados me cercam querendo me dizer
De que tamanho sou
Como se pudesse me ditar a regra
Como se pudesse me tomar em seus braços ingratos
Não é assim que deve ser
Não é assim que se deve caminhar
Não, não é!
Eu sou meu senhor, sou quem diz pra onde vou
Sou eu quem diz que tamanho tenho
Sou eu quem diz... Ninguém mais
Não deveria ser assim?
Diga-me!
Será que estou errado sem saber?
Será que estou perdido sem perceber?
Será que estou errado em sonhar?
Será?
Por que dói meu coração?
Por que se abate minha alma e se entristece o meu espírito?
Por que me sinto tão grande e tão pequeno ao mesmo tempo?
Oh! É injusta a vida... Talvez!
Já me privaram de tantas coisas
Mas eu não vou permitir que me privem mais!
Não mais!
Eu sou meu senhor, eu devo dizer para onde vou!
Mas que sentir é esse?
Que oprime o coração?
Que me faz desanimar?
Que me faz cair e cair?
Suspiro e percebo: Só estou, como sempre estive
Sem pai e sem mãe
Só eu e meus pensares e pesares
Aqui neste quarto que devo chamar de “meu lar”
Mesmo não o sentindo como meu
Mesmo não me sentindo amparado
Mesmo assim...
“Meu lar”
Sentimento ruim
Sentimento de fraqueza esse meu
Sentimento de impotência
Que oprime o meu coração...
Por Fábio Gomes – 10/11/08 – 17:49
Quero me Apaixonar
Pelo sol, pela lua.
Pela vida, pelas cores
E ter novos amores
Eu quero me apaixonar
Por tudo aquilo que tenha vontade
Quero poder me apaixonar todos os dias
Sem parar, sem cessar
Eu quero abrir a janela do quarto
E me apaixonar pelo dia que começa
Eu quero me apaixonar
Cada dia mais pelo que eu faço
Sentir bater mais forte o coração
Sentir alegria
Sentir o prazer de estar vivo
Assim como quando como chocolate
Assim como quando beijo na boca
Assim como quando abraçado sou
Eu quero me apaixonar... todos os dias
Sem cessar, sem parar
Eu quero me apaixonar...
Por você também...
Que seja mágico que seja de dar um “friozinho” na barriga
Que seja de fazer faltar o ar
Que seja de fazer perder o sono
E acordar na madrugada chamando pelo seu nome
Que seja profundo e raso
Que intenso e calmo
Mas que mesmo assim,
Seja simples
Pois na simplicidade reside a felicidade
Que não está perdida,
Mas que passou a ser procurada nos lugares errados
Eu quero me apaixonar
Todos os dias um pouco mais
Ainda que seja por mim,
Ainda que seja por você
Ainda que seja por nós
Ainda que este nós se resuma a mim e a mim mesmo
Eu quero me apaixonar
Viver e ver as coisas mais coloridas
Mais infantis e mais inocentes
Como se a pureza jamais houvesse se perdido pelo tempo
Olhar a tudo e todos como vêem as crianças
Acordar a criança adormecida em mim
Que se encanta
Que chora
Que grita
E logo a após sorri, como se nada tivesse acontecido
Eu quero me apaixonar
Por tudo isso outra vez
Como se o passado ruim nunca houvesse acontecido
Como se eu nunca tivesse me ferido
Como se eu nunca tivesse chorado noites e noites
Como se eu nunca tivesse pensado em morrer
Como se o amor nunca tivesse me faltado
Eu quero me apaixonar
Intensamente
Por tudo que me faz viver
Ainda que ruim, conseguir ver o bom que há através
Paixão louca e cega
Paixão que arrebata o coração
Paixão que queima que faz arder o coração
Sim! Este mesma, às vezes sem controle
Às vezes destruidora
Às vezes ciumenta
Às vezes... paixão
Eu quero sentir tudo isso outra vez dentro do meu coração
Onde estás?
Por Fábio Gomes – 10/11/08 - 0:45
Ingrata Arte
Como se vive em dias como estes?
Fico a me indagar: Ingrata arte do ensinar!
Ao redor todos parecem estar “alienados”
O que se pode fazer?
Minha cabeça a doer está só de pensar
O meu Brasil, brasileiro o que será da próxima geração?
A pensar nessa em que vivo, me entristeço certas horas
Jovens cheios de energia
Mas vazios de qualquer interesse
Naquilo que os poderia ajudar de fato
Eu e meus ideais tão desleais comigo
Ai, ai, ai
Ingrata arte do ensinar
Que me faz pensar senão fossem pelos poucos
Que não valeria a pena...
Por Fábio Gomes – 08/11/08
sábado, 8 de novembro de 2008
Como Temia Temer
Ah, como eu o temia este temer
Que me fazia tremer na noite e fria escura do meu coração
Como eu temia o temer da longa estrada da vida caminhar
Ah como eu o temia este temer
Tremia só pensar que por ali um dia ia passar
Tremia só pensar que um dia seria eu
Que seria eu a enfrentar tudo aquilo que com tanto fervor negava
Que seria eu a contradição ambulante
Ah, como eu o temia este temer
Hoje meus temores mais profundos são as realidades mais duras
Hoje meus temores mais profundos são as realidades mais absurdas
Hoje tudo isso que eu tanto temia
Hoje exatamente tudo isso
É o que me faz viver
Eu andava tão temente
Que andava matando o que me fazia viver
Negando os meus sentimentos por causa dos meus temores
Ouvindo aqui ali que ser assim
Não era ser eu
Continua dentro de mim, sim está
E ali continuará porque parte de mim faz
E continuará a fazer
Porque assim é que eu sou e ninguém mudará
Mudar tudo isso é me matar todos os dias um pouco
Como eu temia o temer da longa estrada da vida caminhar
Ah, como eu o temia este temer
Que me fazia tremer na noite e fria escura do meu coração
Como eu temia o temer da longa estrada da vida caminhar
Ah como eu o temia este temer
E hoje tudo isso é o que eu tenho para viver
Imundo, estranho, caído, sujo,
Mas sendo quem sempre fui
Quem sempre sou e é assim que vai ser
Sempre até o fim dos meus maiores temores
Este sou eu e assim serei
E você quem é?
Por Fábio Gomes – 05/11/08 – 18:59
Numa Fria Tarde de Domingo
Estava eu e meus pensamentos, pensando...
O que? Bem não me lembro
Numa fria tarde de domingo
Estava eu escrevendo,
O que? Bem não me lembro
Numa fria tarde de domingo
Estava eu... Diria só
Senão fosse pelo fato de estar pensando e escrevendo
Nesta mesma fria tarde de domingo
Estava eu, quase só
Quase só de mim, quase só de tudo
Senão fosse pelo fato de sempre
Pensar e escrever
Estaria quase só... Pena não me lembrar
Do que pensava e do que escrevia
Numa fria tarde de domingo
Realmente estava só
Por Fábio Gomes – 07/11/08 – 18:50
Teto de Vidro
Não, não há
Conseguir dia-a-dia matar o que me faz morrer
Vencer a si próprio, vencer o medo
Vencer o que de forma incansável me vence
Vencer o oculto e tantas vezes mesmo quando perceptível ignorado
Ignorado pela ignorância do pouco saber e muito temer
Nem tudo o que me vence está oculto
Não, nem tudo está
Por tantas e tantas vezes estão tudo diante de mim
E eu por mero comidismo, faço-me não ver
Puro comodismo, puro sim!
Perdoe-me! Sou humano, cedi!
Posso ser tido como fraco? Talvez!
Depende de quem vê e como vê
Mas não pedi sua opinião, por que comigo falas assim?
Palpiteiro sem direção
Falas do que vê sem entender o “porque” de tal proceder
Esquece-se muito fácil
Teu teto também é de vidro
Atire sua pedra, mas não se espante ao cair da noite quando teu teto ruir
Estilhaços caídos ao chão
Esse será o barulho de sua opinião que na verdade foi uma critica
Pois é quem diria...
Você deste assunto não podia falar
Mas falou e agora colherá os frutos daquilo que cativou
Bem vindo a esta dimensão
Onde todos pecadores são
Tua mascara de santidade não te esconde aqui não
Bem vindo à realidade, bem vindo meu irmão!
Por Fábio Gomes – 05/09/08 – 14:48
Nos Cantos mais Escuros
Esperando alguém me resgatar
Nos escuros cantos do meu coração esperando
O resgate chegar
Esperei e esperei e continue a esperar
Que um certo dia fosse chegar
Ao certo não sabia quem chegaria
Mas o dia chegou e fiquei assustado
Porque ao olhar para porta, quem eu via era eu mesmo
Daí percebi, que o único que poderia me resgatar
Era eu e ninguém mais
Ninguém mais além de mim seria capaz
Quando acordei deste sonho
Me sentia leve e estranhamente calmo
Estava preso há tanto tempo
Mas agora livre estava para viver
Para viver o que dentro de mim me prendia
Já não sou mais tão pequeno e inocente
Cresci e continuo a crescer
E à medida que isso acontece
Me distancio de tudo que me limitava
Me distancio de tudo inclusive de mim mesmo
Limitado, fechado, medroso, corrompido
Me afasto de antigo eu que até agora era tão atual
Me afasto de você que sou eu
Que não é ninguém
Apenas uma imagem projetada em minha mente
Agora tão solta, agora tão livre
Nos cantos mais escuros do meu coração eu estava
Estive a esperar por alguém que fizesse
O que só eu poderia fazer...
Por Fábio Gomes – 05/11/08 – 19:09
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
União de Pensamentos
Um abraço
É capaz de alcançar
A alma de uma pessoa
Que ainda não conhece
O significado da palavra amor
Cultivando valores esquecidos
Perdidos no tempo
Sou solitário, mesmo estando acompanhado
Árido, seco
Com medo da paixão
E do sofrer que ela pode me causar
Sinto vontade de gritar!
Por quê assim me sinto?
Agoniado estou
Em meu quarto escuro
Abraçando o travesseiro
Enquanto penso
Podes me abraçar?
Não posso negar
Procurei e procuro
Mas ainda não encontrei
O pedaço que de mim foi tirado
Sangra a ferida
Podes curar?
Em busca do eu que se perdeu
Na insanidade daquilo
Que se projetou no outro
Não desejando mais
Do que mereço ter
Todo carinho que me foi negado
Todo amor que me foi privado
Todo abraço que não me foi dado
Desejo tudo isso
Tão simples
Todavia, complexo demais para estes dias
Por Fábio Gomes – 24/08/08 – 1:17
Um Sonho
E como num passe de mágica minha vida transformar
Mas o que me falta é você
O sonho é para se realizar
O amor é para se amar
Sem você nunca vou realizar o que tanto venho a sonhar
A vida muitas surpresas tem
Uma delas foi te conhecer
Pois só você me fez sonhar com um mundo melhor e diferente
O qual jamais ousaria pensar
O amor é tudo isto que você me faz sentir
A distância me machuca
E eu sempre irei chorar a cada vez que ao teu nome chamar
E nenhuma resposta escutar
O que a todos vou dizer?
Não tenho forças para lutar
A história é triste e não se cansa de me fazer chorar
Mas eu continuo a te procurar
E não consigo achar o que tanto estou a procurar
Que é você meu grande amor
Continuo sempre a te procurar...
Por Fábio Gomes - 1998
Um Dia Vivendo
Que por vezes parecem ser estranhas
Em outras, porém, são normais e totalmente aceitáveis.
A gente vai aprendendo que
Quando mais precisamos de ajuda,
Por vezes gritamos para que nos ouçam,
Mas de que adianta tanta gritaria se ao redor todos são surdos?
A gente vai aprendendo que
Quando mais esperamos por amor,
Descobrimos que ele não está exatamente onde esperávamos que pudesse estar,
Afinal, o que é mesmo o amor?
A gente vai aprendendo que
Quanto mais cremos em algo ou em alguém
E isto nos frustra ou nos decepciona,
Nunca mais voltamos a acreditar como antes, mesmo que seja em Deus.
A gente vai aprendendo que
Quanto mais se procura algo,
A impressão que se tem é que este algo se afasta de nós
E fica cada vez mais difícil encontrá-lo, ainda que este algo seja você mesmo.
A gente vai aprendendo que
Quando sonhamos, estes sonhos aos outros parecem bobagens muitas vezes,
Mas pra nós tem um valor imenso,
Que nem podemos mensurar.
A gente vai aprendendo que
Quando a solidão aperta,
Senão se tem um “companheiro” pode-se apelar aos amigos,
E que quando não se tem amigos, se apela ao travesseiro.
A gente vai aprendendo que
A solidão é mais constante do que se pensa,
Que por vezes estamos cercados de pessoas,
Mas só nos sentimos
A gente vai aprendendo que
Procuramos e procuramos coisas que nem sabemos o que são,
Mas temos certeza de saberemos o que é
Quando a encontrarmos.
A gente vai aprendendo que
Viver é algo que pode ser bom ou ruim,
Tudo vai depender muito do que escolhemos,
E por vezes não podemos escolher ao modificar os rumos,
Mas podemos definir a nós mesmos onde queremos chegar.
Assim seguimos a viver
E aprendendo e vamos indo
Sabe-se lá para onde!
Fábio Gomes em 12/08/07 – 17:21
Por que está tudo “Cinza”?
Tiraram todas as cores!
Cinza, cinza, cinza é o mundo!
Quem o fez ficar assim?
Onde estão as cores do dia ensolarado?
Onde estão as cores dos olhos apaixonados?
Onde estão as cores que iluminavam as bandas de cá?
Por que está tudo tão cinza?
Cores perdidas, onde as posso encontrar?
Quem fez tamanha maldade?
Justo todas as cores fôra roubar?
Devolva as cores de minha vida?
Devolva as cores da paixão;
Devolva as cores do amor;
Devolva as cores do meu coração
Alegre meu dia, minha vida e meu ser!
Traga de volta as cores que minhas sempre foram;
E que algo ou alguém as fez desaparecer!
Cinza, cinza, cinza, por que está tudo cinza?
Procuro e procuro, mas não as posso achar!
Onde estão as cores que brilhavam em meu olhar?
Onde estão? Cores, vibrantes que alegravam meu ser?
Meu coração se despedaça, assim como uma terra seca.
Quando virão as águas para molhar este solo seco?
E fazer dele brotar novas cores;
Quem sabe o verde que traz a esperança;
Esperança de um novo tempo!
Um tempo onde o cinza não esteja por lá!
Onde estão as cores que inverno severo levou?
Onde estão às folhas daquela árvore que até pouco tempo, florida estava?
Hoje ela está cinza, seca;
Sua aparência me remete a morte.
Porventura, morta estás?
Olho-te de perto e vejo que mesmo cinza, percebo brotos;
Pequeninos, quase imperceptíveis, todavia, são verdes!
Sinal de que ainda existe esperança e que não estás morta!
Mesmo assim, cinza és!
Poderia eu ser, assim como tú?
Apesar de cinza, brotar a esperança de um novo tempo?
Quero acreditar que sim, meu pé de Ipê!
Cinza, cinza, cinza por que tudo é cinza?
Tiraram todas as cores!
Cinza, cinza, cinza é o mundo!
Quem o fez ficar assim?
Fábio Gomes – 01/08/08 – 18:04
O Encontro
Em todo lugar
Só não encontrei ainda
Onde fica o meu lugar
Me encontro comigo
Sem entender
Desencontro constantemente
Fico a indagar
Desencontro confuso
Este meu
Saber quem sou
Tarefa difícil
Penso demais
Meus pensamentos
Me traem
Consumido estou
De tanto pensar
Sem quase nada entender
Sem encontrar
O porquê do porquê
Cansado estou
De tanto pensar
Tentando entender
Aquilo que sou
Se morri e se vivi
Não sei responder
Cansado estou
De tanto pensar
Por Fábio Gomes – 20/08/08 – 23:40
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Sempre está Comigo
Apesar de tanto padecer no caminhar,
Apesar de tudo isso,
Eu sei que tu estas comigo
Eu sei que o Senhor esta (3x)
Sempre está
Sempre está Comigo
Sempre está
Comigo sempre está
Tú és meu Pai
E ainda que eu não possa te ver,
E nem com os meus olhos te contemplar
Tú estas comigo,
Ao meu lado sempre estas
Sempre está
Sempre está Comigo (6x)
Sempre está
Comigo sempre está
Sempre estás, Pai
Eu sei que Tú estás
Sempre a me ajudar
Meu Deus, meu Pai
Ajuda-me a caminhar
Por Fábio Gomes - 05/11/08 - 15:50
Meus companheiros
Escrever tem sido minha terapia.
No papel coloco minhas idéias e pensamentos,
E ele não julga e a tudo aceita.
Papel e caneta, tem sido bons companheiros nas noites sem sono.
Nas madrugadas turbulentas...
Escrevo o que penso o que sinto como sinto e quando sinto. Pode servir para muitos, ou pra ninguém.
O que é fato: São meus pensamentos!
Não espero que concorde.
Não preciso de sua concordância também.
A Realidade é minha.
Talvez por isso só eu a veja assim.
Não é um lamento. É um grito de dor. De espanto. De demência!
Senti, logo escrevi. Pois a cada dia, o seu demônio tem,
Cada um com seu nome,
Um dia o meu,
Um dia o teu,
Um dia do vizinho,
Um dia o do pai,
Outro o do pastor,
Outro do irmão...
Mas uma coisa é certa: Cada dia, seu demônio traz!
Por Fábio Gomes – 01/09/08 – 23:20
Meu Primeiro Pensamento
Fico lembrando da noite passada
Desejei contigo dormir
Para ao teu lado acordar
E só não me sentir
Nossos abraços sinceros
Nossos beijos
Sua mão sobre a minha
Meu pensar junto ao teu
Romântico eu sou por assim escrever?
Não sei!
Registro o que senti
Continuo a crer
Que em coisas simples
Podemos ter
Isso depende de
Mim e de você
Basta crer e querer
Sentir e viver
Aceito a você
Aceitas a mim?
Me sinto anestesiado
Eu sei que apenas um passo dei
Rumo a uma jornada
Que vai decifrar
Mistérios de quem sou
E de quem sou ao lado teu
Pela janela do ônibus
Vejo a árvore com as folhas secas
E folhas verdes
Assim também eu sou
Poderia tais sentires
Devolverem todas as verdes folhas?
O acreditar
Me fez até aqui chegar
Com ele permaneço
Pra prosseguir
Rumo aos desconhecidos
Caminhos do coração
Esteja comigo, Segure a minha mão
Me abraça bem forte
Não me deixe sofrer!
Por Fábio Gomes – 24/08/08 – 11:07
Não existe Presente
Existe passado e futuro!
Uma vez que não posso medir o presente,
Afinal de contas,
Quando comecei a escrever este texto
Era presente, agora, porém, é passado!
Assim quando também você ler este texto...
O tempo em que escrevi virou passado...
Por isso em meu pensar só existe Passado e Futuro!
O tal presente é curto demais para que se possa medi-lo
Talvez dure a fração de um segundo
E no segundo seguinte
Já não mais presente e sim passado!
Por Fábio Gomes
O Demônio Nosso de Cada Dia
Pergunto-me às vezes
Questionado, várias vezes sobre o tema sou
Fico a pensar
Que resposta te dou?
Simples
Basta dizer o que penso
Doa a quem doer
Não está satisfeito
O problema não é meu
O que pensas sobre
É problema teu
Teus achismos
Pouco me importam
Soberbo és meu irmão
Seu orgulho por tua crença
Extravasa está dimensão
Diabo tú existe?
Sim, com certeza!
Vários nomes tens
Um dia é o meu
Um dia é o teu
Um dia é o do vizinho
Um dia é o do irmão
Um dia o do pastor
Um dia o do pai
Um dia o do ladrão
Um dia o da mãe
Sim, diabo existe!
Cada dia tem o seu
Como disse,
Um dia sou eu o outro dia é você!
Por quê se sentes tão superior?
Pecador!
Teu mal falar e agir
Te faz um diabo, um demônio
Tuas críticas sem valor
Vindas de um ser corrompido
Fétidas me são
Teu olhar de compaixão
Pura sedução
Engano em sua boca é
Sábio e malandrão
Falas e falas do não vives
Mas falas com tanta propriedade e razão
Que quase me fazes crer
Que mentira em tua boca
Verdade é!
Mentes com facilidade
Incriminas o diabo
Quando o diabo
É você, meu irmão!
Fantasiado de cordeiro
Verdadeiro lobo és
Disfarçado
Esperando o momento da sedução
A seus demônios
Possui muitos nomes
Às vezes o meu também
Mas não se zangue
Somos todos irmãos
Soberbos ou não
Somos irmãos
Cada um com seu demônio
Cada um com seu diabo interior
Esperando o tempo certo
Pra deixá-lo agir
Mas não se zangue não
Pois somos todos irmãos
Estamos todos juntos
Esperando a hora da sedução
Mas não se zangue não
O demônio de cada dia
Cada um tem o seu
Um dia é o meu
Um dia é o teu
Um dia é o do vizinho
Um dia é o do irmão
Um dia o do pastor
Um dia o do pai
Um dia o do ladrão
Um dia o da mãe
Por Fábio Gomes 23/08/08 – 17:19
Eu e Você
Dizer que gosto pode parecer bobagem e até não soar com a intensidade que desejo, todavia, pensar em ti me faz sentir um calor dentro do meu peito, me faz suspirar e até vaguear em pensamentos não tão simples e por muitas vezes tão fortes que meu corpo domina minha mente.
O que dizer? Não existem palavras no meu vocabulário com tamanha força e desejo para dizer qualquer coisa a teu respeito. Não existem sensações como estas em mim antes destas. Como falar do desconhecido? Como agir? Como ser objetivo e direto com fatos tão difíceis da minha pessoa interpretar? Minhas palavras vagueam junto com os meus pensamentos que agora me questionam: “Onde estas?” “O que pensas e sentes a meu respeito?”.
Desejo estar próximo, mas algumas vezes próximo desejo estar longe. De longe te desejo e penso como seria se estivéssemos próximos. Idéias confusas vindas de alguém confuso, confuso com sentimentos novos, de intensidades tão diferentes e instáveis. No dia em que te vi pela última vez, sentia um misto de raiva, desejo, saudade e paixão. Mas quando te beijei o rosto, apenas o desejo ficou.
Desejei teu corpo, teus beijos, teus abraços. Senti vontades que não quis controlar, mas me controlei, porque em ti não encontrei respostas a este desejo. Receio, contudo, não ser o que quero ser. Mas tenho ainda força para lutar. Agora fico pensando, nesta dor estranha, que não é uma dor, mas sim um incomodo no meu coração. Enquanto escuto a música me recordo de momentos tão nossos e me pergunto: Haverão mais deles?
Desejo que sim! Anseio por tais momentos novamente!
Por Fábio Gomes
Estive Sonhando
Dias de luz e de glória pra mim
Dias onde as sombras
Não vão existir
Dias assim
Nem tão distantes destes
Talvez, nem tão próximos assim
Dias regados de alegria
Regados de luz
Luz do sol
Luz do sorriso
Luz do olhar
Luz que seja toda tua!
Noites encantadas
Noites enfeitadas
De tudo que se tem de melhor
Luz!
Luz da vela
Luz do Luar
Luz das estrelas a brilhar
Luz que seja toda tua!
Luz que através de ti passe
E alcance todos os lugares
Luz que do coração surge
Até mesmo do mais sombrio
Dissipando as densas trevas...
Estive sonhando com dias assim
Nem tão distantes desses
Talvez, nem tão próximos assim
Por Fábio Gomes – 28/08/08 – 00:43
Estive Pensando
Estive pensando em como elas são
Pensando, pensei: Que bom pensar!
Parece infantil tais coisas dizer
Mas não é!
Pensar tornou-se uma arte para poucos
Em mundo onde tudo mastigado está
Subestimam nossa inteligência
Matam nossa crença de dias melhores
Mentem com facilidade
Roubam com naturalidade
Roubam sonhos
Roubam vidas
Roubam almas de pessoas sofridas
Roubam sorrisos
Matam crianças
Usam armas que não são de fogo
Minam possibilidades
São cheios de maldade
Corações corruptos
Corrompidos pela facilidade da conquista
Engano pela perdição de suas almas
Fascinados por riquezas e poder
Desprovidos de amor
Falam dolosamente
A muitos enganam
Talvez até a mim
Mentira é seu sobrenome
Falsidade, nem preciso comentar
Por quê tanto mente?
Pensando, pensei que sabia pensar
Engano meu?
Talvez não!
Só não aprendi ainda como enganar
Nem sei se quero
Afinal, sou brasileiro!
Por Fábio Gomes – 28/08/08 – 00:23
Velhas Fotos
Fazia tempo que não via aquele olhar inocente
Confesso, chorei
Olhando velhas fotos
Me perguntando: Porquê cresci?
Me perguntando...
Fotos de quando tinha 2 ou 3 anos
Quanta inocência em mim
Saudades
Saudades deste tempo
Do qual, pouco me lembro
Saudades
Queria poder no tempo voltar
Não dá!
Que triste!
Que pena!
Senti vontade de ser...
Criança outra vez
Voltar a ser...
Inocente
Acreditar no Papai Noel
Coelho da páscoa
No bicho papão
No homem do saco
Queria no tempo voltar
Não dá!
Que triste!
Que pena!
Queria ser criança outra vez!
Por Fabio Gomes 20/08/08 – 23:00
Por quê Não Morre?
Por que não vai ao inferno? E por que por lá não fica?
Tua presença nos irrita e tua voz nos enoja
Tua existência, desgosto nos é
Por que não morre? Oh verme
Vá para o inferno, lá deve ser seu lugar
Morra e suma, nos esqueça
Esqueça nossos nomes e endereços
Morra e leve consigo o seu fardo
Ele não é nosso! É somente teu!
Morra! Esqueça-nos! Apodreça naquilo que para você criaste
Você é um verme, fétido e nojento
Tua voz nos irrita. Tua presença, incômodo nos é!
Morra e nos esqueça! E no inferno que para ti criaste, apodreça
Leve consigo seus pensamentos, corrompidos e imundos
Porque é isso que você é! Fétido
Tua existência a nos irritar está
Então morra e nos deixe viver! Longe de você tudo será melhor
Por que não vai pro inferno que para ti criaste?
Se satisfaça! Pare de querer consumir nossas almas
O inferno onde está a ti pertence e a ele deve você sua alma
Consumida pelo que você mesmo cativou!
Teus demônios te perseguem. Você sempre os alimentou
Eles querem mais, satisfeitos não estão
Você sempre os saciou! Será que não basta tua alma a eles dar?
Queres contigo nos levar?
Afasta-te de nós e queime solitário no inferno que você criou
Teus demônios te consomem
Aos poucos para aumentar tua dor, mas você sempre os alimentou
Se vire então!
Eles são teus! Você sempre os cativou a tua vida toda!
Tarde és te consumiram
O demônio nosso de cada dia, cada um tem o seu
Muitos nomes eles tem, um dia é o meu
Mas hoje eu digo: Ele é você!
Acorde! Não se zangue meu irmão!
Você a espera está do momento da sedução!
Que engano achar que me engana! Você é mentiroso!
O conheço! Nada em ti mudou! Tua presença ainda nos irrita
Saia daqui e volte ao seu lugar: O inferno que para ti mesmo criou!
Por Fábio Gomes – 25/08/08 – 00:03
Pequeno
Desde pequeno, por erros dos outros,
Chorei
Desde pequeno, do amor privado fiquei
Desde pequeno, o exemplo do bom
Quase faltou
Desde pequeno, sonhei com dias melhores
Desde pequeno, os busquei
Ainda os procuro também
Desde pequeno, aprendi o significado de muitas coisas
Desde pequeno, percebi a diferença do certo e errado
Ainda assim, errei
Desde pequeno, quis pra mim toda atenção possível
Desde pequeno...
Hoje sou gente grande.
Quanto grande realmente sou?
Ao certo, não sei
Dizem que sou adulto
Trabalho como adulto
Estudo como adulto
Falo como adulto
Mas percebo que no fundo
Nem tão fundo assim
Permaneço o mesmo pequeno
Buscando coisas da infância
Ainda na fase adulta
Do que me vale ser grande
Se permaneço como pequeno?
Por Fábio Gomes – 23/08/08 – 16:47
Onde Estão?
Onde estão os bons pensamentos?
Onde estão os sonhadores?
Onde estão os grandes pensadores?
Onde está a vida plena?
Onde está a verdade?
Onde estão aqueles que farão a diferença?
Onde estão, onde estão?
Onde se encontrará estes tais?
Onde, onde e onde?
Há grito de dor!
Um pressentimento de que algo errado há!
Onde estão os transformadores?
Aqueles que mudarão a realidade de toda uma nação?
Onde estão?
Por Fábio Gomes 03/08/08
Noite Fria, Cama Vazia
Apesar de não ser minha
Escuto o barulho da chuva
Que serena, cai!
Aqui em meu quarto fico a imaginar
Como seria bom alguém a me esperar
De braços abertos!
Abraçando-me apertado!
Chove, chove e chove
Serena chuva!
Pra que servem os dias assim?
Sentado em minha cama, procurando palavras...
Buscando expressar o que sinto!
Tristeza, talvez resuma bem
Da sala vem o som de risos
Dentro de mim, chora o coração
Mas nenhum dos que riem precisam saber
Talvez lançariam criticas
Não, guardo pra mim
E aqui registro o que penso e sinto!
Parece-me mais sensato!
No silêncio dos meus pensamentos
Em meu quarto
Noite fria, cama vazia, saudade tua!
O alguém que poderia desejar junto de mim neste lugar
Longe está!
E quando acompanhado estive
Desejei só estar! Solidão!
Como compreender tanta confusão?
Confusão do confuso ato do ser
Ser aquele que meus sentimentos me impulsionam
Já estiveram presos antes! Hoje livre são! Ainda assim, solidão!
Tais sentimentos continuam a me fazer sofrer
E pra quê sofro?
Sinto-me incompleto
Falta um pedaço de mim. Fui roubado?
Mas quem o roubou?
Por Fábio Gomes – 08/08/08 – 21:47
A Releitura
A mesma dor há anos tem sido o incentivo do meu escrever;
Como pode? Um assunto tão “Batido”, render folhas e folhas de lamentos?
Não consigo compreender como me permiti!
Não consigo compreender!
Cheguei a este ponto;
Me sinto tão carente!
Bate forte uma vontade de chorar, quem sabe berrar?
É uma dor profunda, crônica que me faz cair e cair;
Quase nunca me levanto!
E fico a pensar: “Ainda vale a pena continuar a viver, sofrer e chorar?”
Mas estou vivo!
Ou pelo menos parte de mim está!
Meu coração parece seco, duro e pesado;
Suspiro sem entender o que me faz suspirar.
Receio!
Não tenho todas as respostas!
Será que um dia as terei?
Será que um dia a parte que em mim morreu
Terá de volta sua vida e vigor?
Por quê está tudo cinza ao redor?
Um grito contido!
Um gemido abafado!
Lagrimas que não mais rolam, dada a sequidão de meu coração!
Sequidão, sequidão, assim está meu coração!
Relendo percebo, continuo a padecer;
A ausência de simples coisas;
Continua a ser minha razão de escrever...
Por Fábio Gomes – 07/08/08 – 22:43
A Chuva
Som da água ao chão pingar
Este som me traz paz, me acalma
Dia difícil! As coisas não saíram como gostaria.
Por quê persiste em me seguir?
Quem te disse que gosto de sua companhia?
Aquilo que queria poder, não posso!
Tristeza se faz presente em meu coração!
Por quê? Sinto-me vazio! Tão grande és!
Nada o pode preencher?
Por quê dói tanto?
Por quê se abate em mim o coração?
Um grito abafado!
Coração apertado?
Uma angustia sem fim que oprime minha alma.
Quero chorar!
Seco estou por dentro!
Quero um abraço!
Onde o encontro?
Lá fora, cai a chuva!
Eu aqui dentro
Fico a pensar
Chuva, chuva chove
E eu aqui sem lágrimas a rolar
Pois seco estou!
Queria ser como a chuva!
Queria chorar!
Por Fabio Gomes – 04/08/08
A Casa de Minha Mãe
Depois de algum tempo é verdade
Pensei que seria o melhor a fazer, penso que acertei
Tomamos juntos o café da tarde
Conversamos de diversos assuntos
Meu coração mais leve está
Sinto-me melhor
Chegou a hora de me acertar com o passado tão presente
Para assim poder o futuro projetar
Chegou à hora de romper com velhos conceitos
Chegou o tempo de me render
Deixar de lado as frustrações
Seguir adiante sem temer
Chegou o tempo de as pazes fazer
Chegou a hora
Preciso partir
Quero voltar à vida, quero voltar a viver
Saudades eu tenho de um tempo diferente deste
O voltarei a ver?
Por Fábio Gomes – 02/09/08 – 18:57
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Falsos Valores
Será porque aqueles que por diversas vezes
Prometeram-me ajuda não foram capazes,
De sequer me enviar um recado perguntando como estou?
Se nossas atitudes falam por nós
E não nossas belas e encantadoras palavras,
Então é uma pena que o cristão seja assim.
Não sair da teoria e quando tenta,
Isso não dura mais do que ele mesmo julga.
Afinal, quem todos nós somos na real?
Nada mais e nada além do que pecadores
Que buscam a redenção pelos males cometidos
Na espera de uma vida após a esta
Onde tudo seja perfeito e branco...
Onde somente aqueles que são "santos" poderão entrar
E onde aqueles cujo os pecados que são “pesados” demais, nunca irão entrar
Mas nem sempre pelos seus próprios pecados apenas,
Mas também pelos pecados dos que "puros" se julgam demais.
Estando acima do bem e do mal
Com vestes tão brancas que não refletem sequer a luz
Que sobre ela bate
Branco imundo, encardido e sujo
Mas nem todos assim podem ver
Apenas aqueles cujos olhos estão abertos podem enxergar
Não me enganas mais com suas palavras
Não me encantas mais com suas belas canções
Não me encantas mais
Apenas desencanta
Dia-a-dia matas em mim aquilo que um dia você mesmo me fez crer
Matas e matas sem perceber
Ou mesmo percebendo o fazes por julgar que seja justiça de Deus
Persistes em teu erro
Que justiça é esta que me parece tão injusta?
Que justiça é esta na qual entrego o outro a sua própria sorte?
Que justiça é esta?
Chamada de divina, mas pautada no conhecimento “mundano”?
Desconheço este teu conceito de justiça!
Homem mundano de terno e gravata
Há muitos seduz
Há muitos encanta
A outros tantos, por vezes engana
Homem mundano de terno e gravata
Aguardando o momento da sedução
Esperando o momento de atacar
Apoiando-se em seus títulos
Sendo tratado como um rei
“Profeta” enviado por Deus
Quando não passas de alguém cujo o coração corrompido está
Pelo poder da riqueza que o dizimo tem
Usando belas roupas, bons perfumes,
Comendo do bom e do melhor
Enquanto o povo a quem deveria servir de fome está a morrer
Cantas em nome do “Pai” e cobra o “cachê” em seu nome
Pra manter riquezas
Para manter seu bom padrão
Homem mundano de terno e gravata
A quem esta a enganar?
“Profeta de Deus” esquecido do passado
Onde muitos como você já padeceram por atitudes assim
Eis a sua condenação, falsos valores cristãos
Tão falsos que por verdadeiro passam em sua boca
Falas e falas da teoria que custa a viver
Que custa a praticar
E quando pratica doloroso lhe é, penoso lhe é!
A quem está a enganar?
Oh homem mundo de terno e gravata
Porque deixo de acreditar em "valores cristãos?”.
Porque existe gente como você?
Porque eu preciso conhecer o ruim para saber o que é o bom!
Obrigado por existir!
Por Fábio Gomes – 01/11/08
Mundo do Normal
De poucos ignorando o interesse de muitos!
Se eu estiver bem, tudo esta bom!
Mundo de valores invertidos,
Onde o certo passou a ser errado
E o errado passou a ser certo,
Onde a dor e o sofrimento alheio,
Não são importantes desde que este “alheio” não seja eu!
Mundo onde somos ou nos tornamos alguém
Pelo que possuímos e não pelo que realmente somos!
Mundo onde vale mais o ter do que o ser!
Estranho mundo este!
Amor é uma lenda, compaixão só por mim mesmo...
Pra os demais, Deus seja com eles!
Porque se depender de mim, nada farei!
Mundo onde a sujeira da corrupção
Se confunde com limpeza.
Sujeira que de tão normal passou a ser comum
A ponto de tolerarmos toda ela como “normal”.
Mundo do normal, onde anormal
É desejar ser alguém verdadeiro, sincero
E cultivar coisas, sentimentos, emoções sadias.
Mundo do normal,
Onde a trapaça pra conquistar um cargo melhor no trabalho
Me faz passar por cima de tudo e todos.
Mundo do normal,
Onde ser bom é para os “trouxas desavisados”
Mundo do normal onde, o legal é ilegal.
Mundo do normal
Até matar pode ser relativo
A uma necessidade momentânea.
Mundo do normal
Pra você é comum desistir das pessoas,
Afinal de contas, “ela escolheu ser assim”.
Será mesmo que essas pessoas escolheram?
Ou você escolheu por elas dizendo que elas não serviam pra você?
Mundo do normal que é na verdade é anormal!
Perdeu-se seu valor em meio seus grandes anseios!
De ser maior e mais poderoso.
Perdeu-se a sua essência
E seu encanto
E aos poucos se torna em desencanto!
E tu oh eleitos, o que farão contra estes fatos?
Pra vocês também será tudo normal?
A ponto de se tornarem contaminados?
Cumpriras seu propósito nesta terra e será sal e a luz?
Pensas! Tú também és responsável!
Pensas! Pois tua é a responsabilidade!
Por Fábio Gomes – 14/08/08 – 22:53
Antes e Depois de Mim
Depois de mim, outro não haverá
Que te faça sentir tais sensações
Perfeição a nós homens, não há
Agora me pergunto: Quem será o divisor de águas em minha vida?
Quem trará tais sensações até mim?
Não há quem me prenda e nem quem me tenha
Não houve quem me conquistaste
Poderia ser você? Deseja tentar?
Para tudo um preço há. Quem está disposto a pagar?
Felicidade há quem diga que tem
Mas onde posso eu encontrar?
Por Fábio Gomes – 02/09/08 – 19:40
Deixa-me Falar
Todas elas eu compreendo
Li tudo que me manda
De tudo o que eu já conheço
Não quero ser o crítico dos críticos
Mas também não preciso, contudo concordar
Tenho o direito de pensar
E desse direito, a mão não vou abrir
A quem não goste de minha opinião
A quem me aponte o seu dedo acusador
Se escondendo por de trás de seus falsos valores
Querem me enganar
Mas não enganam a si mesmos
Tão falsos,
Não há como se comprar
Qualquer um que olhar vai perceber
Quanto falso é
Não desacreditei que existam boas pessoas
Apenas não as pude encontrar
Todos que ajuda me prometeram
Sumiram sem notícias deixar
Prometeram-me ajudar
A muitas a tal ajuda não pedi
Mas se ofereceu a ajudar?
Pois então me ajude irmão!
Alguns dias se passavam
Sozinho ali, novamente estava
A tal ajuda prometida
Não passou de um discurso
Para encantar aos que ao redor ouviam
As tuas doces palavras
Doces aos ouvintes
Amargas para mim
Que esperava o bendito socorro
E que com raiva percebi: Não passava de uma fachada!
Sim, a muitos encantou
Menos a mim!
Verdades aos demais
Mentira a mim
Cansei de procurar por estes tais
Até o bom Deus
Pra mim se calou!
Não preciso de igreja
Não preciso de pastor
Preciso ser amado como sou
Primeiramente!
Ninguém muda ninguém
É falso teu preceito
É engano e não percebe
É bobagem
Tuas palavras, já não convencem
Acho que fui contaminado
Pelo espírito da realidade
Onde os discursos encantadores
Apenas são discursos
As vivências estão à parte
É encantador
É frustrante
Vejo tuas palavras e procuro a prática
Não a encontro
Talvez tenha sido só comigo
Talvez não!
Prefiro acreditar que não!
E sim, praticas o que falas a todo o restante
Deve ser perseguição
Não devem ir muito com a minha cara
Afinal, falar o que pensa
Não é legal
Precisamos ser como “zumbis”
Repetindo velhas canções
A criar novas
É melhor fazer parte do “esquema”
Do que a ele tentar destruir
O detalhe que me salta a mente enquanto escrevo: O sistema já ruiu!
Mas com ele ruímos também
E nem nos demos conta
Afinal, não posso questionar
Preciso a tudo aceitar como se fosse lei!
Aí de mim se a minha boca abrir e um questionamento levantar!
Serei tido como uma ameaça
E logo serei combatido com todas as forças
Pois uma ameaça sou
Talvez crítico
Talvez realístico
Mas uma coisa é verdade: O sistema falido está!
Só você não percebeu
O amor que você prega
Nem você consegue viver
Amor que com tanto fervor fala
Nem é realidade pelas bandas de cá
A inconstância
Está em ti tanto quanto em mim e em todos nós
Não receba as minhas palavras apenas como crítica
Analise a cada uma delas
E pense: Talvez haja razão!
Até o ser mais louco, pode dizer verdades!
Resta saber se você está disposto a ouvi-las
Por Fábio Gomes – 02/09/08 – 12:24
A Festa que não te Conheci
Como de repente uma criança espera pelo doce!
Te liguei duas vezes...
Desejei demais te encontrar,
Cheguei a me confundir
Afinal, era bem parecido contigo...
Fiquei chateado em ver que não estava lá!
No final a festa estava boa,
Mas não como eu desejei.
Quase não dancei, não bebo mesmo e quase nem ri...
Sentei na escada da entrada
Fui tomar minha coca.
Isso era o fim da festa!
Quando estava ali sentado,
Alguém conhecido me viu
E venho comigo conversar.
Me roubou um selinho.
Fiquei sem ação...
E revidei! Mas enfim, devaneios meus!
Aqueles beijos idealizei, que seriam seus!
Eu os queria te dar!
Se quero te conhecer? Lógico!
Mas só que poderemos neste momento apenas sentar e conversar...
Tirei a placa de aluga-se do meu coração!
Já tem inquilino se mudando pra lá.
Era pra ser sua esta casa, mas você de mim fugiu...
Quando nós podemos nos ver?
Por Fábio Gomes – 24/08/08 – 11:58
Conte-me
Conte-me e mate em mim a curiosidade do saber
Conte-me porque começas e onde terminas
Conte-me tua razão
Conte-me quem de fato você é
Onde começas e onde terminas
Conte-me
Desejo saber e a minha curiosidade sanar
Vá! Conte-me
Quais são teus medos, teus mais profundos receios
Teus maiores devaneios
Tuas mazelas
Teus amores e paixões
Conte-me
Não se atenha a caprichos
Conte-me
Desejo saber tuas razões
Perca a vergonha
Perca a razão
Deixe de ser por um instante
Não seja
Conte-me teus projetos
Teus gostos e desgostos
Conte-me
E me faça compreender
A natureza humana
E suas fraquezas
Suas tristes tristezas
Seus doces encantos
Amargos e desencantados
Conte-me
E me faça ver
Em meio a tanta escuridão
Total ausência da santa luz de seu saber
Quero entender
Conte-me
O doce sabor salgado do viver
A sã loucura humana
Que mata a vida
E da à vida a morte
Que diz ser bom, quando ruim é
Conte-me oh vida!
Tire o véu da ignorância que sobre mim está
Faça-me compreender
Todas as mazelas humanas
Abra os meus olhos
Faça assim com os demais pequenos que julgam tudo saber
Conte-me
Perdidos, pensando que sabem onde estão
Oh vida! Seja gentil
Seja a minha amiga, desvele-se a mim
Mostre-me tua fonte, teus prazeres
Tire-me do engano
Doce amarga ilusão do falso saber
Contente descontentamento
Dormente
Oh vida, conte-me teus segredos!
Por Fábio Gomes – 22/09/08 – 19:57
