quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O Demônio Nosso de Cada Dia

Se existe o diabo?
Pergunto-me às vezes
Questionado, várias vezes sobre o tema sou
Fico a pensar

Que resposta te dou?
Simples
Basta dizer o que penso
Doa a quem doer

Não está satisfeito
O problema não é meu
O que pensas sobre
É problema teu

Teus achismos
Pouco me importam
Soberbo és meu irmão
Seu orgulho por tua crença

Extravasa está dimensão
Diabo tú existe?
Sim, com certeza!
Vários nomes tens

Um dia é o meu
Um dia é o teu
Um dia é o do vizinho
Um dia é o do irmão

Um dia o do pastor
Um dia o do pai
Um dia o do ladrão
Um dia o da mãe

Sim, diabo existe!
Cada dia tem o seu
Como disse,
Um dia sou eu o outro dia é você!

Por quê se sentes tão superior?
Pecador!
Teu mal falar e agir
Te faz um diabo, um demônio

Tuas críticas sem valor
Vindas de um ser corrompido
Fétidas me são
Teu olhar de compaixão

Pura sedução
Engano em sua boca é
Sábio e malandrão
Falas e falas do não vives

Mas falas com tanta propriedade e razão
Que quase me fazes crer
Que mentira em tua boca
Verdade é!

Mentes com facilidade
Incriminas o diabo
Quando o diabo
É você, meu irmão!

Fantasiado de cordeiro
Verdadeiro lobo és
Disfarçado
Esperando o momento da sedução

A seus demônios
Possui muitos nomes
Às vezes o meu também
Mas não se zangue

Somos todos irmãos
Soberbos ou não
Somos irmãos
Cada um com seu demônio

Cada um com seu diabo interior
Esperando o tempo certo
Pra deixá-lo agir
Mas não se zangue não

Pois somos todos irmãos
Estamos todos juntos
Esperando a hora da sedução
Mas não se zangue não

O demônio de cada dia
Cada um tem o seu

Um dia é o meu
Um dia é o teu
Um dia é o do vizinho
Um dia é o do irmão

Um dia o do pastor
Um dia o do pai
Um dia o do ladrão
Um dia o da mãe


Por Fábio Gomes 23/08/08 – 17:19

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