quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A Falência do Cristianismo

Quando morreu Senhor naquela Cruz
Cruz de vergonha e dor
Penso que imaginou
Que isto seria para o nosso bem

Entretanto, deixou de ser!
Uma vez que temos vivido

Disputas entre igrejas
Lutas por poder e quantidade do censo de fieis

Querem medir teu reino
Pelo tamanho de seus templos
Batem no peito
Com tanto fervor

Dizendo: Sou do Senhor!
Que senhor este?
Não conheço este tal!
Tão orgulhosos e tementes

Se põem em condição de julgar
Criticam a dor alheia
Sem se compadecer
Apontam dedos acusadores

Como se fossem superiores
Com suas Bíblia em mãos
Fazendo delas armas
E marchando passando por cima

De todo aquele que descordar
De seu ponto de vista, de sua opinião
Impõem e não conquistam
Mandam, mas não pedem!

Falam, não ouvem
Julgam e quase nunca
De compaixão são movidos
Matam com palavras

E dizem que não são assassinos!
E nem assim pedem perdão!
Atiram pedras na prostituta
Esquecem-se de Maria Madalena

Apontam o travesti
Criticam o homossexual
Sem compaixão alguma
Tudo que está fora de seu padrão

Não é bom, precisa partir
Partir pra um lugar longe daqui
Talvez o inferno
Melhor lugar

Pra gente assim "pecadoras" demais!
Pedem respeito,
Mas não dão
Falam o quem pensam, a sua maneira ofendem

Mas dizem: No que te ofendi!
Queres ser meu amigo?
Cale-te então!
Não diga o que pensas

Mas escute a mim
Sou razão,
Tenho a Bíblia na mão
Senão me ouvir

Como arma a usarei matando o que julgo ser mal

Dizem respeitar
Com respeito
Desrespeitoso

Que mentira é essa?
Nas entrelinhas nos dizem insanidades
Do tipo: fraco és!
Quando indagados são

Me dizes: Não disse isso não meu irmão!
Entendi mal o teu refrão? O que me dizes?
Não compreendo!
Pisei em teu calo?

Apelas?
Falo o que penso!
Creio que não goste!
Problema teu!

Cristão que é cristão
Ama, sem condição
Guarda pra si suas opiniões
As expressa quando pedidas são

Vivemos em mundo longe de Deus
Diz suas palavras
Sim, vivemos
Nas igrejas então... prefiro nem comentar

Não vou discutir isso
Seria em vão!
Você já tem seus conceitos formados
Vejo as coisas da maneira que me ocorrem

E não com sua visão teórica limitada
Bela até então
Discordei de ti
Mostrou-me suas garras!

Que amizade é essa?
Não posso ter opinião!
Tem feito de sua Bíblia uma arma
E a carrega com emoção

Principalmente aos domingos
Dia da religião!
Hipócritas, fariseus!
Fedem, tanto!

O som de suas vozes ecoam
Como o trovão
Se fazer notar
Querem ser vistos, percebidos pelos seus "carrões e mansões"

Poder de Deus?

Viraram estrelas
Fazendo exigências
Senão atendidos são eis a Bíblia em mãos


Se escondem atrás dela, manipulam a verdade
Mentem com verdades
Dizem sim com o não
Isso não é ser cristão

Isso é ser ladrão
Falo mal sim!
Dos que querem ser exemplo
Quando não são!

Que diferença me fazes
Dizer que me amas?
Me odeie então!
Me feres com suas palavras!

Arde em mim minha a ira!
De suas falsas palavras...
Guarde pra ti todas elas então!
Pouco me importa o que pensas!

Dentro de ti também há
O desejo que reprimes para causar boa impressão
Se esconde atrás de sua religião
Mera imagem que cria para ser um "refúgio"

Para você é sim refugio
Para os outros, condenação
Por conveniência diz todas as coisas sobre teu crer
Mas me pergunto: E teu caráter ruim?

Todos sabem de você!
Ocultas e ocultas!
Mas sabemos bem quem tu és!
Teu passado, nem tão passado assim é!

Despertas o demônio que em ti habitas!
Nas profundezas de sua alma
Use a sua Bíblia e o faça correr!
Atire contra você, usando suas palavras que outrora eram contra mim

Prove do seu veneno!
Língua maldita!
Falas e falas sem saber o que padece o coração
Língua maldita!

Conheço você! Tua obra te precede
Tua voz me irrita
Seu tanto falar, seus "bla bla blas"
Enjoou-me de escutar

Fariseus! Calem-te!
Teu cristianismo de fachada
Já morreu! Não engana nem a ti
Imagina a mim

Teus templos não estão cheios
Não! Mas sim "inchados"
Gente e mais gente buscando o que não é de Deus
Querem coisas de valor em troca

Fazem de tudo pra ter!
Vendem os bens, para sacrifícios fazer
Sacrificam tanto que são logo mais sacrificados
Berram e gritam, sem saber o porque!

Quanto exagero cristão!
Crentices de um crentão!
Os crítico porque me criticas
Falo mal, porque a mim o mesmo faz

Senão gostas...
A mim tanto faz
Teu falso amor
A mim não importa jamais!

Falido nos moldes atuais
Sim, estás!
Penso com meus botões: Jesus, não foi pra isso que morrestes!
O império que impera

Não vem de ti e nem pra és!
Mentira no lugar da verdade
Odeio no lugar do amor
Falsidade no lugar da lealdade e fidelidade

Pra que me serve ser cristão assim?
Seguir teus conceitos, pagão?
Falas como cristão, pensas como cristão

E ages como um fariseu!
De que me vale ser igual a ti?!
Que exemplo é este teu?
Por favor, para ti guarde seus conceitos

E afasta de mim teu falso conceito cristão!
Prostitutas, Homossexuais, Travestis, Ladrões, assassinos,
Não são gente então?
A que me lembre igreja é lugar de gente não tão boa assim

Que procura abrigo e encontra desamor
Ao invés de compaixão!
Com suas Bíblias apontadas pro irmão
Cantam o cântico da condenação!

Sujos e imundos somos pra ti
Indignos e mentirosos
Podem assim nos chamar
Mas é certo prefiro ser assim

Do que viver como você
Escondendo a sujeito
Que habita em ti
No teu coração

Falido está o cristianismo meu irmão!

Por Fábio Gomes – 23/08/08 – 18:17



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